Sábado, 28 de Julho de 2007

Desporto

DESPORTO

 

 

Algumas modalidades desportivas consistem num circuito fechado, no qual a linha de partida é também a linha da meta. Os atletas terminam a prova exactamente no mesmo local onde a iniciaram. Quando em competição, qualquer atleta ou conjunto de atletas e seus equipamentos, limitam-se a uma série de regras objectivas e limitativas. O espaço, tempo, velocidade, movimento, acção, direcção, potência, resistência, perspicácia, atenção, técnica e precisão, são algumas das variantes que condicionam decisivamente o exercício e resultados desportivos. Mas, uma vez terminada a competição, nada mais significam até acontecer nova competição. E entre uma e outra competição apenas existem treinos de aperfeiçoamento.

No futebol, o desporto mais popular em todo o mundo, após cada desafio de noventa minutos, em que cada equipa sai vitoriosa, empatada ou derrotada, resta aguardar novo encontro, e de encontro em encontro completar um campeonato, e outro, e mais outro. E de cada campeonato local passar para campeonatos regionais, nacionais, e internacionais ou mundiais. — Entre o mais local e o mais mundial dos desafios, apesar das diferenças da competição, as regras da modalidade são sempre as mesmas.

Na fórmula 1, o desporto mais caro do mundo, após voltas e mais voltas na pista, e se o piloto conseguir chegar com a sua máquina ao fim, resta pontuar, ou não, preparar nova prova noutra pista de outra parte do mundo, e voltar a repetir as voltas. Até completar o campeonato. E no ano seguinte outro se repetirá,  diferente, mas igual.

Nos jogos olímpicos, cada quatro anos, milhares de atletas de todo o mundo reúnem-se para competirem em dezenas de modalidades. E no fim, regressam a casa com o ouro, prata ou bronze, ou simplesmente com a esperança de voltarem daí a quatro anos, para tudo se repetir.

O desporto é assim. Compete-se e repete-se. Corre-se para não ir a lado nenhum. E será assim enquanto vida houver.

Desde os antigos jogos tradicionais, passando por todas as modalidades institucionalizadas e olímpicas, aos modernos desportos radicais, todos os desportos são actividades limitadas, conhecendo-se prévia e matematicamente, todas as probabilidades de obtenção de resultados, restando apenas a sua concretização.

Fazer qualquer coisa por desporto é fazê-la pelo simples prazer de a fazer, sem qualquer objectivo importante. É um acumular de resultados, que podem ser positivos ou negativos, mas que para o verdadeiro desportista não são mais importantes que a própria prática.

O desporto tem uma prática constante e uma evolução lateral. Apenas evoluem as regras particulares que acompanham a evolução dos equipamentos. Não é o desporto que evolui, mas as formas de o praticar.

Apesar da passividade do desporto ser elevada, ele ocupa um lugar de referência em toda a vida humana, e por várias razões.

O desporto é simples. É popular. Não é necessário ser-se um génio para ser um bom desportista. Assim, muitos o podem praticar, mas muitos mais ainda o podem compreender, logo, movimenta massas. Massas de pessoas que, por serem civilizadas, têm tempos de ócio, que preenchem com actividades simples, mas de grande envolvimento social. A movimentação social, pelo desporto, gera referências de identidade ao participar, assistir ou pertencer a um clube ou modalidade, e gera afirmação e realização individual por parte de quem pratica. E se a prática se destaca é-se aclamado publicamente. O desporto gera orgulho, glória e fama.

E dos valores desportivos, por vivermos numa sociedade economicista, passamos para os valores económicos. Como o desporto movimenta massas, então o dinheiro entrou também no desporto. Pratica-se e fomenta-se o desporto por dinheiro. Grandes patrocínios e grandes engenharias publicitárias, a par de grandes salários e de grandes prémios, e ainda a par de grandes produções e grandes transmissões, transformaram o desporto numa enorme máquina que gera e movimenta milhões, e que gera e movimenta poder.

Cada nova taça é só mais uma para a sala de troféus, mas o movimento económico-social gerado em torno dela, é cada vez maior e mais complexo, e esse é o que mantém vivo o desporto.

 

 

 

 


publicado por sl às 01:35
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Sábado, 21 de Julho de 2007

Desejo

DESEJO

 

 

Um desejo é uma necessidade psicológica. É uma necessidade criada pela psicologia e pela criação artificial humana para a sua satisfação e bel-prazer, que está para o homem da mesma forma que qualquer outra necessidade vital está para qualquer outro ser vivo.

Qualquer ser vivo — animal ou planta — necessita de água para sobreviver. A natureza criou os dois — seres vivos e água — com uma relação de dependência organizada e involuntária.

O ser humano — animal racional, dotado de consciência — além de dependências vitais relacionadas com a própria natureza, criou, com a sua inteligência, novas necessidades de carácter humano, umas mais aproximadas da própria animalidade e outras puramente espiritualizadas, que podem ser vastas, confusas, e consideradas de vários pontos de vista.

A diferença entre uma necessidade e um desejo é que uma necessidade é de origem natural, involuntária e instintiva, e um desejo é de origem humana, voluntária e consciente. Todos os seres vivos têm necessidades, e o ser humano, como tal também as tem, mas só o ser humano tem desejos.

A supremacia do ser humano sobre todos os outros seres vivos e o facto de apenas ele ser dotado de consciência, fez com que entendesse todos os seres que o rodeiam conforme a sua própria concepção de vida. Um animal não pensa, mas o homem atribui-lhe pensamentos conforme os seus, porque também ele (homem) sente (dores físicas) como o animal. O animal necessita de água, mas o homem diz que ele deseja água. Só os humanos têm desejos porque só os humanos têm consciência.

Por exemplo: sexo e amor. Cada um e ambos podem ser a mesma coisa. Mas sexo todos os animais necessitam e amor só o homem deseja. O sexo dos animais é periódico e instintivo. O amor humano é regulado e racional. Ou regulável e racionável porque muitos desejos se confundem com necessidades, como o sexo se confunde com o amor. Como muitos valores naturais se confundem com valores humanos, porque o homem é um ser com uma dualidade complexa de animal-físico-instintivo e humano-espírito-consciente.

Todos os desejos foram criados pelo homem e inspirados por um lado nas suas próprias necessidades naturais (fome, sede, carinho, companhia, ternura, segurança, sexo, e tudo o que todos os seres vivos necessitam), e por outro lado nas suas criações artificiais (fama, orgulho, honra, glória, sucesso, poder, e todos os bens materiais artificiais).

O homem nasceu com necessidades, depois criou os desejos, e depois transformou os desejos em necessidades. Ninguém necessita de dinheiro por natureza — não alimenta nem sacia a sede — mas a vida humana desenvolvida é tão artificial que quem não tiver dinheiro não consegue viver — porque tudo se compra e tudo se vende. Através da evolução, por ser colectiva e inconsciente, o dinheiro passou de um desejo de alguns a uma necessidade de todos. Também quando se deseja qualquer coisa em demasia, a não satisfação desse desejo pode causar efeitos emocionais e orgânicos no corpo que podem originar um estado de doença, e logo, é criada uma necessidade fundamentada num desejo.

Um desejo é consciente e controlável, mas se não tivermos consciência disso, poderemos transformá-lo numa necessidade, se não quisermos ou não podermos controlá-lo.

A consciência gera o desejo que se pode controlar, a par e em relação ao inconsciente, que gera uma necessidade que é incontrolável.

Desejar é querer ter. Necessitar é ter que querer.

 

 

 


publicado por sl às 12:31
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Sábado, 14 de Julho de 2007

Cultura

CULTURA

 

 

A cultura é o alimento do espírito. Da mesma forma que o homem sentiu necessidade de cultivar plantas e criar animais para a alimentação do corpo, também sentiu necessidade de criar/cultivar ideias para a alimentação do espírito.

O homem distinguiu-se dos outros animais a partir do momento em que criou uma bilateralidade mantendo, por um lado, um corpo físico com características em tudo idênticas aos outros animais, mas por outro, criando uma nova identidade, de carácter mental, espiritual ou psicológico.

Esta nova essência, única e exclusiva do homem, nasceu devido à faculdade natural do homem poder emitir uma grande variedade de sons diferentes e de os poder registar na sua memória, possibilitando a atribuição de um significado a cada um, assim como a atribuição de um significado a cada conjunto de sons, que devido à sua multiplicação, torna interminável tal significação.

Assim, a linguagem e todo o desenvolvimento linguístico, coexistiu em reciprocidade com o desenvolvimento cognitivo, e deles dependente, o desenvolvimento cultural.

A palavra “cão” significa um animal de quatro patas, com pêlo, que ladra e tem um olfacto apurado. Está gravado na nossa memória — no nosso cérebro — que esta palavra, este som, significa tal ideia. Mas se nós a usarmos numa conversa com uma pessoa que nunca a ouviu, e logo não a associou ao animal, essa pessoa nunca saberá ao que nos estamos a referir.

Desta forma nasceram todas as palavras, todas as ideias, toda a cultura, toda a diferença existente entre o homem e o mais que o rodeia. No inicio por palavras simples e em pequenos agrupamentos sociais. Depois pelo crescimento populacional, no contacto entre as várias pequenas sociedades. Mais tarde pela necessidade de comercializar produtos e bens.

A evolução linguística transformou-se devido à necessidade de criar bases de apoio à memória — a escrita — que por sua vez reforçou o crescimento da própria linguagem e da memória. Até que, actualmente, o uso das palavras, dos sons, das ideias, da escrita, etc; fez valorizar de tal forma a linguagem e a cultura, que o homem acabou por esquecer as suas origens naturais pela sobreposição das origens culturais.

Actualmente o homem é um ser cultural. E a cultura é tudo o que o envolve porque a tudo ele deu significado. Tudo traduziu pela linguagem; a tudo atribuiu um nome; e tudo teorizou. A linguagem é a base da cultura. De nada serve conhecermos uma pintura ou uma música se não as sabemos definir. Podemos deleitarmo-nos com elas, mas isso não é cultura — cultura é apreciar ou observar uma coisa e saber o que estamos a observar [Investigadores já provaram que determinadas vacas produziam mais leite por ouvirem determinadas músicas. O facto das vacas terem preferências musicais não significa que sejam cultas]. Cultura é sabermos responder aos pronomes interrogativos: qual, quem, como, onde, quando, porquê?!...

A cultura é um produto social. Só vivendo em sociedade existe cultura. E a cultura, tal como a sociedade, necessita de regras. Uma das principais regras é que cada coisa tenha o mesmo significado para todas as pessoas dentro da mesma sociedade. Os conflitos culturais existem quando as mesmas palavras significam diferentes coisas para diferentes pessoas, ou quando palavras diferentes significam as mesmas coisas para pessoas diferentes, e principalmente quando cada um tenta impor as suas palavras e os seus significados aos outros de uma forma irreverente.

A cultura é tudo o que existe e que está referenciado em palavras. Descobrir qualquer coisa ou criar qualquer coisa é criar cultura porque a nova existência será referenciada por palavras. A cultura não tem limites, pois a capacidade que o homem tem de criar ideias com as palavras que consegue produzir, é interminável.

A evolução cultural é difusa. O homem tanto cria novas palavras para o que o enaltece como para o que o diminui. Tanto conhece mais e melhor o mundo civilizado e evoluído como o mundo subdesenvolvido. A evolução cultural passa também pela miscigenação entre culturas anteriormente isoladas, assim como pela extinção de outras. Compreender a evolução cultural é compreender a evolução humana e vice-versa — humanidade e cultura são duas vertentes de uma sólida unidade. Porque tudo o que compreende o homem e tudo o que o homem compreende é cultura.

Cultura é saber. É conhecimento. Quanto maior for o conhecimento maior é a cultura, independentemente daquilo que se sabe [tem mais cultura uma pessoa — imaginária — que sabe vinte coisas sobre a criação de porcos que outra que sabe dez coisas sobre computadores]. Os limites da cultura em cada pessoa são os limites da sua memória, da sua capacidade de compreensão, da sua mentalidade, que, apesar de não ser possível medir – correctamente — também não faria sentido, uma vez que são osciláveis e dependentes de muitos factores como o contexto social, a idade, o nível de instrução, a motivação, etc.

Quando um homem nasce, nasce inserido numa sociedade cultural, e tudo o que esse homem vai aprender nos primeiros anos de vida vai ser o que os mais velhos lhe vão ensinar. Os mais velhos ensinarão aquilo que sabem, pois é a sua própria cultura. Quando este homem crescer, se os mais velhos lhe tiverem ensinado a aprender coisas pelos próprios meios, vai procurar aprender mais. Ao saber mais vai posteriormente ensinar mais e assim sucessivamente. Mas...

A cultura é produto do homem — foi o homem que a criou — não está na natureza — se o homem morrer, a cultura desaparece. E existe a par de outros produtos ou características, inatas ou de cariz cultural. Entre essas outras características encontra-se o desejo de poder e domínio sobre os outros. E o poder é conseguido através de várias forças de cariz cultural — o filho de um rei só nasce predestinado a ser rei porque a cultura monárquica desse povo assim estabeleceu. As palavras e as ideias estão, de tal forma, enraizadas, que as pessoas nascem enquadradas numa estrutura cultural e social organizada, da qual não ousam duvidar. Esses axiomas não só são racionalizados, como acabam por influenciar o próprio estado de atitudes e o comportamento explícito — numa sociedade monárquica, por exemplo, não só toda a nobreza ensina que o povo lhe deve veneração e honra, como o próprio povo se considera orgulhoso na prestação desse dever. As famílias nobres, ditas de “sangue azul”, a sociedade indiana das castas, os senhores soberanos e os senhores feudais, assim como os escravos do passado, são exemplos de enraizamentos ideológicos em que as pessoas não só sabem aquilo que são, como sentem que aquilo que são é o que tinham que ser — é a sua verdade [limitada à sua existência]. Alguém disse que “nunca se deve libertar um escravo que prefere ficar agarrado às suas correntes”, pois a sua libertação seria a sua desgraça.

As palavras que o homem inventou foram de tal forma valorizadas por ele que o ultrapassaram. E agora é o próprio homem que é escravo das palavras. Escravo da sua própria criação e da sua própria cultura. Todas as ideologias, todas as regras sociais, todas as religiões, todos os valores humanos, foram inventados pelo homem. São produtos culturais nascidos das palavras.

A subordinação do homem perante as palavras será um facto enquanto na sociedade humana não existir igualdade e enquanto uns desejarem ter poder sobre outros, porque assim, quem transmite a cultura é quem está no poder e só ensina o que lhe convém para que se mantenha no poder. E quem recebe a cultura aprende só o que quem está no poder permite que aprenda. E a transmissão de cultura que é feita de geração em geração é limitada e deturpada, criando ao fim de algumas gerações uma cultura rígida, mas desadequada, de valores injustos e de desigualdade social. Facilmente se adoram deuses falsos.

Foi também pela cultura — pelas palavras — que se criaram os valores e os sentimentos humanos. Os novos valores imateriais, de carácter psicológico, espiritual, moral e afectivo. Os valores humanos elevam o homem ao mais alto pedestal perante toda a criação, ao viver conduzido pelo seu órgão mais perfeito — o seu cérebro — fundo de todo o pensamento, razão, justiça, dignidade e paz. Inversamente, os sentimentos humanos, transformaram o homem no único ser capaz de matar sem ser por necessidade natural de sobrevivência, ao deixar-se conduzir pelo seu coração, com ódio, inveja, ciúme e ambição exagerada.

E esta é a cultura do homem. Cultura que permite a uns viverem em palácios revestidos de ouro e a outros morrerem por não terem alimentos; a uns serem senhores da própria cultura e a outros não terem direito a um nome individual; a uns receberem prémios nobel e a outros serem exterminados inocentemente...

E quantas vezes uns podem ser os outros e vice-versa — tudo, semiconscientemente, em nome da cultura, que o homem criou.

 

 

 


publicado por sl às 03:05
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Sábado, 7 de Julho de 2007

Consciência

CONSCIÊNCIA

 

 

A consciência é um conjunto de dados — informação, conhecimentos, sabedoria — que cada pessoa recebe do exterior através dos sentidos e recebe do interior através da experiência pessoal pelos sentimentos e pensamentos, e que selecciona, organiza e armazena na memória, cujo suporte físico é o cérebro, num local acessível a qualquer momento, sempre que desejar, pois é com esses dados que orienta a sua vida.

É com os dados que cada pessoa tem na sua consciência que a mesma vive na prática, ao tomar decisões, fazer planos, produzir trabalho, conviver, evitar o perigo, defender-se e divertir-se.

A consciência é registada numa pequena parte da memória, localizada no cérebro e constituída biologicamente por células – neurónios — em que cada uma grava um dado, e as ligações entre elas por correntes eléctricas formam as ideias que uma vez exteriorizadas determinam as atitudes e os comportamentos.

Nascemos com a consciência nula. O cérebro vai-se formando e possivelmente ainda no útero já recebemos informação. Aos poucos o cérebro evolui e vamos introduzindo mais dados. Primeiro recebemos dados dos pais, depois dos amigos de escola e professores. Vamos sempre preenchendo a memória com dados de livros, dos órgãos de comunicação, dos mais velhos, de toda a sociedade e da própria natureza.

Todos os dados ficam registados na memória. A memória divide-se em duas partes principais: a maior parte é inconsciente, e a consciência ocupa uma pequena parte. A dividi-las encontra-se uma parte intercalar de transição, que é subconsciente ou pré-consciente. Os dados ao serem registados na memória podem entrar directamente para o inconsciente — e só inconscientemente lhes temos acesso — ou passam pelo consciente e são analisados. Se interessam ficam guardados na consciência para serem usados. Se não interessam esquecemo-nos deles, que é o mesmo que passá-los para o inconsciente. Os dados com os quais vivemos quotidianamente são os da consciência, que é a parte pequena da memória, mas a mais importante para a vida racional.

Assim, a nossa consciência só é aquilo que nós quisermos que ela seja, se soubermos seleccionar correctamente os dados. Ou então, é aquilo que os outros quiserem, porque, antes de nós sabermos que temos consciência, já os outros a estão a preencher e a moldar, introduzindo-nos dados conforme as conveniências deles. E desta forma, muitos terminam a vida sem terem consciência de que a consciência é assim.

Como o homem é um ser social, criou uma consciência colectiva, feita de regras que são introduzidas na consciência de cada um para o bem de todos — mas às vezes só de alguns.

Perguntaram a alguém porque existiam escravos e homens livres, e aquele respondeu que haviam escravos e homens livres da mesma forma que haviam cães e gatos. Se um homem foi “programado” pelos outros para ser escravo e nunca tiver dados que lhe indiquem que pode ser livre, ele continuará sempre escravo, consciente de que o é e não pode ser livre — e até pode ser feliz.

Muitas pessoas vivem conscientemente felizes apesar de terem uma consciência formada com dados irreais, que seleccionaram ou em que acreditam, e que são as bases das vidas delas.

Os problemas de consciência existem sempre que alguém não sabe seleccionar os dados que quer na consciência, e assim, ou não tem em que acreditar — não tem organização consciente — ou registou dados que falharam e fica “perdido” sem saber em que acreditar.

O que registamos na consciência, consciente ou inconscientemente, é aquilo em que acreditamos, e é o que nos vai guiar durante a vida.

E nós estamos constantemente a mudar a consciência, seleccionando novos dados e passando outros para o inconsciente. Umas vezes inconscientemente — outras vezes mudamos a consciência com consciência.

 

 

 

 

 

 


publicado por sl às 12:22
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