Sábado, 28 de Abril de 2007

Beleza

BELEZA

 

 

É belo tudo aquilo de que gostamos sem necessidade. Tudo o que nos desperta um sentimento superior de prazer e de admiração para além dos prazeres normais.

A beleza é algo extraordinário e perfeito que existe em alguma coisa e que nós captamos pelos sentidos — principalmente pela visão, e também pela audição — e que atinge profundamente o nosso intimo no que ele tem de mais sublime.

A beleza existe em tudo o que é superior e transcendente; em tudo o que nos eleva para além de humanos; e em tudo o que nos deleita e extasia de uma forma superior, indirecta e intocável, quase divina.

É um sentimento superior, só alcançável por pessoas de grande sensibilidade artística e cerebral. É a percepção da perfeição.

Todas as partes do nosso corpo recebem contactos que podem ser desagradáveis ou agradáveis. São desagradáveis quando provocam dor e agradáveis quando provocam prazer. Uma palmada é desagradável e uma carícia é agradável, apesar do contacto ser feito com as mesmas partes do corpo. Cada parte do corpo, recebe contactos conforme a sua funcionalidade e existência que nos provocam os mais variados prazeres. A pele e os músculos dão-nos prazer pelas massagens, por exemplo. A língua pelos sabores doces. Os ouvidos pela música. O nariz pelos perfumes. E os órgãos sexuais pela actividade sexual. Em todos eles existe contacto, físico, orgânico ou energético. E os animais também sentem estes prazeres.

Mas o homem tem um cérebro desenvolvido e tem raciocínio e mentalidade. Esta característica torna-o superior também no sentido das suas captações sensitivas do mundo exterior através do apuramento de sensibilidades. E além do que dá prazer ou dor, criou o que é agradável no sentido do belo e desagradável no sentido do feio. E quanto mais desenvolvido for o cérebro, mais se verifica esta existência. Uma pessoa pobre de espírito, que não cresceu cultural e intelectualmente, não distingue o agradável do belo.

A beleza é o prazer do nosso cérebro. É a sensação agradável de admiração do maravilhoso que o nosso cérebro compreende para além de pensar. É a função aprazível para além da função real e prática, da mesma forma que a nossa língua saboreia o doce para além de cooperar na assimilação dos alimentos.

O sentimento superior de beleza existe como que se numa áurea harmoniosa se envolvesse o admirador e a obra admirada com a qual aquele se identificava e extasiava, mas paradoxalmente, mantendo uma distância equilibrada que não permitisse a violação da perfeição, eliminando o contacto físico.

Por esta razão se atribuí o belo quase só ao que se vê. Porque a visão é o sentido principal, mais apurado e mais perfeito.

A recepção de prazer através da visão, em relação aos outros sentidos e órgãos, é a que apresenta menos contacto físico. E a luz é a primeira exigência para a visão.

Também a beleza só é compreensível por um cérebro iluminado.

 

 

 


publicado por sl às 19:34
link do post | comentar | favorito
|

temas recentes

Novo Blog

Linguagem

Liberdade

Lei

Justiça

Inteligência

Instinto

Informação

Inconsciente

Imaginação

Ilusão

Igreja

Identidade

Ideia

Homem

História

Glória

Futuro

Filosofia

Felicidade

Fantasia

Família

Fama

Existência

Evolução

Eternidade

Espírito

Esperança

Espaço

Escrita

Equilíbrio

Energia

Emoções

Educação

Economia

Dor

Dinheiro

Deus

Destino

Desporto

Desejo

Cultura

Consciência

Conhecimento

Comunidade

Comunicação

Civilização

Ciência

Cérebro

arquivos

Setembro 2010

Março 2010

Novembro 2009

Junho 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Maio 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

mais sobre mim

tags

todas as tags

pesquisar

 
Se gostava de obter todos os textos de A a Z, envie o seu pedido para viaverita@sapo.pt!
blogs SAPO

subscrever feeds