Sábado, 29 de Setembro de 2007

Energia

ENERGIA

 

 

Invisível e sem ocupar espaço, a energia é toda a força accionada por uma quantidade de matéria que produz movimento ou alterações noutra ou na própria quantidade de matéria.

Toda a natureza conhecida pelo homem, possui movimento. E toda a natureza é formada por átomos que são as partículas mais pequenas da matéria. Estas partículas têm uma estrutura diversa conforme a sua composição nuclear. Os elementos conhecidos mais diminutos do universo e da natureza são os “quarks” que conforme a sua positividade ou negatividade formam os protões e os electrões. O número de protões e o número de electrões, quando estabilizados formam os nucleões, que são os componentes de um átomo.

A energia nuclear — também chamada energia atómica — é a energia produzida no núcleo dos átomos quando estes se estão a integrar formando a matéria ou a desintegrar deixando de ser matéria e transformando-se em energia. Existe em toda a natureza sob a forma de radiação que é proveniente dos movimentos naturais da matéria e da sua transformação. Mas, actualmente, a tecnologia científica humana consegue produzir artificialmente esta energia.

A estrutura nuclear dos átomos é diversa conforme o número de electrões e protões que se equilibram interagindo. Estão identificados cerca de uma centena de átomos diferentes, que correspondem às diferentes unidades elementares da matéria. Os electrões exteriores de cada átomo, quando não encontram consistência com o respectivo núcleo, formam equilíbrio com os electrões de outros átomos que se encontrem em iguais circunstâncias, justapondo-se assim os átomos uns aos outros, quer sejam do mesmo elemento ou de elementos diferentes. Estas justaposições possibilitam a formação de estruturas organizadas em quantidades infinitas. As estruturas compostas por átomos são as moléculas. Por exemplo, dois átomos de hidrogénio e um átomo de oxigénio constituem uma molécula de água. Toda a matéria existente na natureza é composta por moléculas que são compostas por átomos.

A matéria existe em três estados físicos — sólido, líquido e gasoso — e conforme a sua natureza molecular, possui massa, densidade, elasticidade, resistência, consistência e outras características específicas que diferenciam cada porção de matéria das outras. As diferentes composições materiais existem opondo-se e complementando-se umas em relação às outras. Esta luta permanente de forças paradoxais que visam simultaneamente o equilíbrio e o desequilíbrio geram uma nova forma de energia, o magnetismo.

Tudo se atrai e tudo se repele com determinada relatividade. Esta atracção e repulsão contínuas, geram movimento que é constante quando em equilíbrio e inconstante quando em desequilíbrio. Todo o universo se encontra em movimento permanente em que o maior movimento engloba e é formado pelo conjunto de todos os outros, que se vão desencadeando, uns em relação aos outros, até ao mais ínfimo.

O homem conhece desde os movimentos cósmicos, passando pelos movimentos intergalácticos, interplanetários, espaciais, meteorológicos, atmosféricos, marítimos, tectónicos, orgânicos, celulares e moleculares, até aos movimentos nucleares. Para além do cosmos e para além da composição dos átomos, o homem não conhece mais.

Todos estes movimentos são originados por energia activa que a natureza possui, e cuja origem, reserva, limites e outras referências, o homem desconhece, e por energia reactiva que o homem com a sua capacidade científica já conhece e domina. A energia nuclear, electromagnética, e gravitacional são energias naturais inesgotáveis às mãos do homem.

Toda a energia está na natureza. E a Terra, devido à sua imensa diversidade molecular, possível pela sua relativa estabilidade cósmica que consolidou os átomos das formas mais complexas, possui as mais variadas formas de matéria que pode ser transformada em iguais formas de energia, quer naturalmente quer pela mão do homem.

As reservas mineralógicas poderão esgotar devido à extracção permanente que o homem faz, por serem as geradoras de energias que o homem mais explora e consome. Mas outras formas de energia poderão e estão a ser artificializadas de modo a transformarem-se úteis ao homem e menos poluentes em relação ao ambiente. Nomeadamente a energia solar e eólica, que como a energia hidroeléctrica, cinética e calorífica (e potencial), existirão sempre enquanto o homem existir.

E o homem, com a sua tecnologia evolutiva, certamente, explorará mais as energias inesgotáveis — electromagnética, gravitacional, e nucleares (forte e fraca) — criará novas formas de exploração energética, e explorará as energias ecológicas e biológicas.

A energia é o movimento da matéria. É a vida. Tudo pode consumir ou produzir energia. O automóvel consome combustível e produz movimento. O homem consome alimentos e produz força muscular e ideias. Tudo se vai transformando.

Algumas teorias afirmam ser a vida uma perda constante de energia, na medida em que nenhum motor consegue produzir energia para se alimentar a ele próprio, nem nenhuma central hidroeléctrica usa a mesma água duas vezes.

Mas, a natureza é feita de ciclos e contra-ciclos, e se o homem consegue construir novos materiais a partir dela, também a mesma os poderá destruir. As enormes quantidades de lixos ou desperdícios da civilização, inertes sob o ponto de vista humano, poderão transformar-se em nascentes de energia ou vida no futuro.

No entanto, não caberá às gerações humanas actuais, e talvez a nenhumas, saber se a energia se vai constantemente perdendo ou constantemente renovando, dada a pequenez da vida humana perante a vida em geral.

E só faz sentido pensar na energia face à vida humana, e neste sentido uma verdade é absoluta — só há vida se houver energia e enquanto a vida existir, a energia existirá.

 

 

 


publicado por sl às 17:03
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